O passado que desmonta a “aura moral” de Michelle Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro foi, durante o governo de Jair Bolsonaro, apresentada como o “rosto humano” de uma gestão marcada pela truculência, pela intolerância e pelo discurso moralista. O marketing político construiu sua imagem como exemplo de virtude cristã, fé e retidão. Mas a realidade que se impõe é bem menos reluzente: por trás da fachada religiosa e da narrativa de pureza, há um histórico familiar e pessoal marcado por escândalos que não podem ser ignorados. O episódio mais recente envolve seu tio, Gilberto Firmo Ferreira, preso por armazenar pornografia infantil. Michelle tratou o caso como “vergonhoso” — e de fato é. Mas o desconforto expresso pela ex-primeira-dama não apaga o fato de que essa não é a primeira vez que sua família ocupa as páginas policiais. Sua avó, Maria Aparecida Firmo Ferreira, esteve envolvida em um caso de tráfico de drogas em 1997. A sucessão de antecedentes criminais no núcleo familiar lança dúvidas inevitáveis sobre a coerência entre ...