O Congresso do Teatro: A Infantilização da Política pela Direita Brasileira


Priorizar políticos comprometidos com o verdadeiro Patriotismo junto ao povo brasileiro, exclui no voto aqueles excessivamente preocupados com a mídia e, ainda, restitui a seriedade do congresso nacional.

Em um tempo em que o Brasil clama por responsabilidade institucional, o atual Congresso Nacional se apresenta como um palco de encenações, onde a maturidade política deu lugar ao espetáculo infantilizado. A imagem recente de deputados com a boca vedada por fitas adesivas brancas, num gesto supostamente simbólico de censura, é o retrato fiel de um Parlamento que prefere o drama à razão, o ruído à argumentação, o marketing ao compromisso com o interesse público.

Esse tipo de performance, protagonizada sobretudo por parlamentares da extrema-direita, desonra a história de gerações políticas que, com todas as suas falhas, compreendiam a gravidade do cargo que ocupavam. Se antes havia políticos de direita que travavam duros embates ideológicos com base em projetos, ideias e discursos articulados, hoje vemos uma direita que se fantasia de vítima, recorre à "teatralização" e usa o Parlamento como arena de lacração midiática — tudo isso com o intuito de alimentar bolhas digitais e mobilizar indignações vazias.

O uso da fita na boca, feito por homens e mulheres eleitos democraticamente, não simboliza resistência — como alguns tentaram justificar — mas sim a banalização da luta real por liberdade de expressão e a manipulação de símbolos em nome de um revisionismo grotesco. A censura, no Brasil, teve vítimas reais: artistas, jornalistas, intelectuais e cidadãos comuns perseguidos por ditaduras e regimes de exceção. Reduzir esse histórico a uma pantomima para ganhar manchetes ou engajamento nas redes é, além de desrespeitoso, uma distorção perigosa da realidade.

A falta de compostura e a "teatralidade" irresponsável mostram um Congresso cada vez mais imaturo, refém de uma política performática, que troca o debate técnico por coreografias de indignação. A direita brasileira contemporânea parece mais interessada em causar impacto visual do que propor soluções viáveis. É a política do meme, da fita na boca, da selfie no púlpito — distante da sobriedade que se espera de uma Casa Legislativa.

Esse comportamento descompromissado, análogo a uma palhaçada institucionalizada, mina a confiança da população na política e reforça a descrença nas instituições. O Brasil precisa de representantes que saibam a diferença entre ser oposição e ser bufão. A democracia não é um palco de vaidades: é uma arena de responsabilidade histórica. E, neste momento, o Congresso brasileiro parece mais interessado em ser circo do que casa do povo.

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